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Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012
A FORMIGA NO TERRAMOTO

 A formiga amedrontada foge de pé e de mão,

escapa de terramoto metida em colchão!

 

Mas uma viga pendurada do céu

tomba no seu leito em grande escarcéu.

 

Dona formiga mui rabiga fura medo e tecido

e debaixo da cama encontra bom abrigo.

 

Quando o pó pousar e desaparecer trovão

é que formiga rabiga fica convencida

 

que com terramoto todo o cuidado é pouco,

porque a primavera é tão doce de cheirar

 

e o verão… é mesmo louco!

 

Bernardete Costakaefer13.gif (10346 bytes)



publicado por bernardetecosta às 16:54
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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
NATAL NO SONHO



publicado por bernardetecosta às 23:00
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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011
MENINA AZUL DE VEIA MORENA

          

 

Menina azul

Onda e mar e alga

Céu de norte e sul

A desmaiar em nacarada flor

Seda e alvura

Levíssimo perfume na cor

Cereja da boca.

 

A açucena da pele

Ascendendo

Da ferrugem do sangue

A veia morena.

 

Menina azul

Onda mar e alga

A florescer sereia vestida

Princesa a resplender

Na luz da lua.

 

Beijo teu céu no sangue

que em mim se beija.

 

Bernardete Costa

 



publicado por bernardetecosta às 19:59
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Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011
PATITO NO MEU QUINTAL

 Um patito perdido do sapal

confundiu o piar de sua mãe com gemido de gaivota.

Em suas presas se deixa abraçar, mas a ave

só pensa em lauto manjar.

 

Gaivota distraída como gaivão a planar

Esquece o patito que vindo do céu aterra em meu quintal

E logo vem à minha mão a procurar

a ternura morna de sua mãe.

 

female_duck_walking_md_wht.gif (20561 bytes)Bernardete Costa



publicado por bernardetecosta às 22:00
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Terça-feira, 21 de Junho de 2011
COM RECONHECIMENTO, DEPOIS DE UMA VISITA À ESCOLA DO 1º CICLO DE GRIMANCELOS; AQUI FICA O REGISTO DE ALGUNS ALUNOS.

 

(Quadras baseadas no poema, “Sei que sou diferente”, do livro Cerejas aos Molhos, Bernardete Costa)

 

Cerejas aos molhos

Foi o livro que estivemos a ler

De todos os poemas que vimos

Um quisemos escolher.

 

Porque a diferença nos marca

Neste mundo de discriminação

É nosso dever mudar os pensamentos

E a todos dar a mão.

 

Vimos que somos muito diferentes

Como a ave branca e a andorinha e seu negrume

Mas o sorriso e a lágrima

É algo que nos une.

 

Respeitamos a diferença

Em todos os momentos

Porque todos somos iguais

Pessoas com sentimentos.

 

Turma 7º B, escola 1º ciclo, Grimancelos, Barcelos



publicado por bernardetecosta às 17:43
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Domingo, 19 de Junho de 2011
PRIMAS


publicado por bernardetecosta às 22:47
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Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
RAFAEL

Rafael

como tantos outros

é um menino que na escola

aprende aos poucos…

 

e no papel

dá asas à imaginação:

pede colo a uma nuvem,

abre na lua uma janela,

beija uma estrela

...e com ela joga ao pião.

 

Mas na rua

semeia uma flor e

conta-lhe um segredo:

deseja um mundo melhor,

 

e o seu grande coração

faz dele um poeta

escrevendo a palavra certa:

 

                                     AMOR

 

 

Bernardete Costa



publicado por bernardetecosta às 14:46
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Terça-feira, 24 de Maio de 2011
A LUA DE CHOCOLATE

 

A lua desejou ser leite chocolate

na noite do menino.

 

O menino gargalhou e com pena da lua

bebeu seu leite chocolate

na chávena tombado

 

depois de um arco-íris mirar a lua em riso

de chá sobre o telhado.

 

Agora o menino com artes feiticeiro

sempre que chove

faz a lua chorar seu leite chocolate

 

e arco-íris de chá

em chávena de aguaceiro.

 

 

Bernardete Costa

 



publicado por bernardetecosta às 19:17
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2011
...

 

 

PATOS NO SAPAL

 

 

Os patos no sapal

Quá…quá…quá…

Comem migalhas de pão

Quá…quá…quá…

 

Mas a atrevida gaivota

Espreita a sua distracção

E de asas abertas

Rés ao chão

Furta-lhes a comida como o mais vulgar ladrão.

 

Os patos no sapal

Em fila vão serenos

Quá…quá…quá…

E dando ao rabo

com olhos ternos

quá…quá..quá…

sabem que a indiferença é a melhor solução.

 

 

 



publicado por bernardetecosta às 21:24
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Terça-feira, 17 de Maio de 2011
UMA AULA

 Professora, ouve-me...

Tenho tanto para te contar...

O meu irmão bateu-me... vi um pássaro a voar....

 

Atenção meus meninos, a aula vai começar!

 

Professora, diz-me tu

Para que me serve estudar

Se tenho na vontade

Correr, à bola jogar...

Fazer corridas...

E partidas...muitas partidas!

 

Silêncio, meninos, a aula vai começar!

Sete vezes nove....são...são....

 

Professora, professora...

Deu-me um pontapé, a Inês!

 

Sessenta e três!....sessenta e três!

E agora, escrever a lição!

 

Está bem professora..., mas dói-me a mão...

 

Professora...professora...

Posso ir beber água fria?

 

Não, não e não!

Todos calados! E com muita atenção!

 

Professora, professora...

e agora?...agora eu queria....

 

Hora do intervalo, professora!

 

De castigo!... ainda não chegou a hora!

 

Professora, professora...

Vem daí comigo...

 

Ah!...que dores de cabeça!...

É da vossa conversa!

 

Vem daí comigo, isso passa-te depressa,

Saltar à corda no recreio, fazer uma corrida....

 

Oh! não..., não tenhas receio...

Vem aprender a vida!...

 

Olha aquela folha pelo ar!...vê!

Como são verdinhas as ervas ali

E as borboletas a bailar....oh! esta flor aqui!...

 

Parece perdida...., é uma papoila...

 

Professora, professora...

Dá-me a tua mão, vamos fazer a corrente da amizade!

 

(Como estou cansada, já não tenho idade...)

 

Respondam: qual o maior rio português?

Toca a responder, já, de uma vez!

Tiago, não olhes pasmado...!

 

Estou encantado, professora...

Chegou a hora...

Vou-me embora!....

 

 

 

Bernardete Costa



publicado por bernardetecosta às 19:03
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